terça-feira, 18 de maio de 2010

Museu Ozildo Albano em Picos pode ganhar reforma


“Obsoleto”, museu de Picos precisa passar por ampliação e reforma. Fundac possui projeto para reforma do Ozildo Albano, mas com o alto custo será preciso a ajuda de todos os setores

(Foto: Museu Ozildo Albano em Picos)
Paralelo a VIII Semana Nacional dos Museus e a III Semana do Museu Ozildo Albano é impossível não lembrar que o prédio onde está exposto um tesouro cultural e histórico de valor inimaginável para o povo picoense continua passando por sérios problemas estruturais. Datado de 1932 o edifício localizado na Praça Josino Ferreira, Centro, desde que recebeu as peças em 1999, já passou por algumas reformas que não acabaram com a precariedade estrutural. Desse modo, o excesso de luz e principalmente de umidade compromete a cada dia a conservação do acervo. A falta de espaço para abrigar a reserva técnica é outra dificuldade enfrentada.

“Esse acervo tem que ser olhado com mais carinho para que realmente se possa conservá-lo. Nós estamos fazendo a nossa parte, mas o museu é da comunidade picoense. Ozildo Albano deixou o museu para ser muito mais do que um museu da família. E a família não tem o interesse de guardar esse acervo. Ele só tem sentido se ele for exposto. Mas o prédio precisa passar por um reforma”, alertou a irmão de Ozildo Albano e presidente da Associação dos Amigos do Museu Ozildo Albano (AAMOA), Conceição Albano.
No final do mês de março o representante da Fundação Cultural do Piauí (Fundac), Milton Lourencio, esteve no Rotary Club em Picos apresentando Projeto Arquitetônico de ampliação do museu Ozildo Albano. Porém, passaram-se quase dois meses e não houve evolução em relação à implementação. Assim, um projeto ousado e moderno onde o museu ganharia um auditório com capacidade para 80 pessoas sentadas, quatro salas onde ficariam exposições permanentes, além de banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, acaba esbarrando na falta de recursos, já que a Fundac garante apenas parte da obra orçada em mais de R$ 300 mil reais.

Sobrevivendo apenas das taxas de visitação, que custam R$ 1 real cada, e da ajuda dos associados da AMMOA, o museu por si só, que possui quatro funcionários efetivos, remanejados de outros órgãos e que são pagos pelo Estado, não tem a mínima condição de bancar o projeto de ampliação. E o que esperava-se do poder público municipal, que aliás nunca teve “compaixão” com o museu, e do empresariado local, era uma aproximação e uma integração a essa importante reforma. Mas, sem o apoio da classe política e empresarial essa obra fica inviável.

“Eu acho que Picos deve abraçar esse projeto porque a cidade foi privilegiada porque enquanto em outros lugares o município  vai formando o museu, Picos recebeu esse acervo de graça, basta conservar. É aí que eu acho que tem de entrar as autoridades, a comunidade. De um modo geral todo mundo abraçar essa causa para que realmente nós possamos concervar o nosso acervo, a nossa história as nossas raízes que estão lá no museu”, desabafou a presidente da AAMOA.

(Fonte: Rodeador News)

0 comentários:

Postar um comentário

Agradeçemos pelo seu comentário!

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

 
/// MPE