quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O ontem, o hoje e o amanhã do ENEM.


O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma prova criada em 1998 pelo Ministério da Educação do Brasil que é utilizada como ferramenta para avaliar a qualidade geral do Ensino Médio no país. Posteriormente, o ENEM começou a ser utilizado como exame de acesso ao Ensino Superior em universidades públicas brasileiras através do SiSU (Sistema de Seleção Unificada). O Enem é o maior exame do Brasil, que conta com mais de 4,5 milhões de inscritos divididos em 1.698 cidades do país.

A prova também é feita por pessoas com interesse em ganhar pontos para o ProUni (Programa Universidade para Todos) e, a partir de 2009, além de servir como certificação de conclusão do Ensino Médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

No entanto, o exame de uns anos para cá vem se destacando não pela importância educacional que representa, mas pela sequência de erros, que explicitam a ainda fragilidade da educação brasileira. Esta, triste, sequência começou em 2009 quando o certame ganhou notoriedade nacional e bem mais relevância com a adesão de diversas universidades do país que trocaram o seus vestbulares tradicionais pelas notas obtidas pelos alunos no ENEM, porém logo no ano em que os olhos de todos voltaram-se para a prova acontece o que ninguém podia imaginar: um cidadão consegue pegar a prova de dentro da gráfica e tenta vendê-la para sites e emissoras de TV. Uma vergonha nacional, que deixa em cheque a credibilidade da prova, e milhões de alunos são prejudicados.Um total descaso do governo com a educação. 

Mesmo assim, com imagem de certo modo arranhada, em 2010 mais de 4 milhões de estudantes se inscrevem para fazer a prova. Numa clara tentaiva de resgatar a confiança do ENEM, todavia mais um show de erros foram cometidos: provas com erros de digitação, cartão-resposta com cabeçalhos invertidos. Erros grosseiros e inadmissíveis para um exame de tamanho porte. E o que mais chateia a todos é que ninguém é diretamente culpado. Em 2009 rotularam a gráfica Plural como sendo responsável pelo erro, mas será que o erro não é do governo que a contratou por meio de licitação dúbia? Agora em 2010, dizem que as provas saíram com os erros de digitação do MEC, o que nos chateia ainda mais, visto que milhares de pessoas ganham (e ganham muito) para fazê-la e ainda a fazem com tantas falhas. Errar uma vez é humano, mas erra tantas vezes é asneira.

Em meio a este tiroteio de críticas pelo qual passa o ENEM uma pergunta neste momento é feita por, praticamente, 9 entre 10 pessoas: "e o futuro da prova como vai ser?" Uma coisa está bem clara ele não tem mais confiabilidade, e como tudo na vida sem confiança não há futuro certo.

(Autor: Edvarton Cavalcante, professor do Colégio Antares, Colégio São Lucas e em 2011 no INPAR. 
Acesse: http://www.matematicaporedvarton.com.br/)

1 comentários:

Ramires disse...

Excelente texto. Parabéns!

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